
“Terra Última, um estudo sobre a Terra e o Paraíso, traça um vasto painel de revelações sobre a realidade planetária rompendo com a inércia cultural e espiritual do nosso tempo, preservando, no entanto, a essência da Tradição Primordial e dos propósitos mais elevados de todas as instituições humanas.
Cada página ressoa como um telegrama de algo que simultaneamente nos toca como totalmente familiar e intimo e ao mesmo tempo proveniente de mundos longínquos e absolutos. A linguagem é simples e transparente, porém o leitor sente claramente que cada parágrafo se poderia desdobrar em inúmeras direcções e mistérios, sendo pois uma obra que convida a múltiplas leituras.
Num mundo á beira do caos social, económico e espiritual só um conjunto de vozes corajosas e intrépidas pode romper a névoa e anunciar os verdadeiros princípios da liberdade e da paz. André Louro de Almeida, musico, conferencista, pintor e paisagista, é considerado, por muitos, como um dos mais sérios instrutores espirituais de Portugal.
Aqui somos conduzidos numa viagem sublime aos estados últimos da matéria, da consciência e do Ser, definindo as Leis através das quais a existência divina se pode plasmar e consolidar na Terra. Desde a descrição do trabalho de conselhos interplanetários e as reacções das células à actividade do Espírito, passando por um conjunto surpreendente de revelações sobre o Destino de Portugal e de outras nações sacerdotais, esta obra contribui decisivamente para o inicio de um novo ciclo de compreensão sobre a real natureza da alma portuguesa e da sua localização no panorama planetário.
Leia aqui um trecho deste livro
PAZ GALÁCTICA
A Paz é a transpiração do Grande Encontro, estado psíquico
último e síntese baptismal da evolução, filha da Aliança entre
deuses e homens, eco da Eternidade nas superfícies da
compreensão, finalmente polidas, transparentes, entre o mundo e
a consciência e entre a consciência e o Criador.
A energia axial da criação (denominada em certos ambientes
energia crística) é o factor activo de união do Céu e da Terra, da
união entre a biomassa e o fogo do Logos, através do circuito do
Espírito, impulsionado pelo poder do Imâ Cósmico.
A construção do pilar entre o Céu e a Terra implica uma engenharia
tripla. Existem entidades-consciência, algumas
manifestando-se através de seres encarnados, que, à medida que
as páginas da Vida vão sendo reveladas, irão focar,
progressivamente, a porta que se abre ao nível dos centros-Terra e
as comportas que se abrirem sobre as nossas cabeças. E existem
entidades que focam principalmente o desenvolvimento da
consciência no Amor.
O Coração de Cristal da Terra é um oscilador que capta,
memoriza, acumula, distribui e multiplica as pequenas ondas
dentro da Onda de flutuação da consciência galáctica; dentro da
Onda de emissão galáctica há sub, sub ondas, cada uma delas uma
informação magnética de radiação superior.
Esta informação superior liberta-se espontaneamente do centro
galáctico e dispersa-se ao longo da rede neural divina, a Árvore da
Vida.
Cada planeta tem um ressoador central, uma imensa massa
de éter, em um estado representado no plano físico pelo cristal,
moléculas organizadas de tal forma que detêm a capacidade de
captar tal onda e ancorar em si a informação galáctica superior de
uma forma extremamente pura.
Esse Coração de Cristal funciona como o Coração da Mãe Divina
no interior da Terra. Ele é o receptáculo do agente seminal que a
galáxia envia.
Essa informação galáctica (envelopes electromagnéticos que
estão na origem da criação das espécies, da nossa imensa
biodiversidade) emitida pelo centro galáctico, é um arquétipo de
intenção divina – é FIAT.
Este FIAT (faça-se) é completamente definido em alguns dos
condutores das “fibras ópticas” que ligam os planetas às suas
fontes máximas – o coração Divino das galáxias.
Os Logoi são comparáveis a esferas de luz superconscientes,
portadoras dos códigos de ultimidade e glória para vastos sectores
da criação, viajando ao longo dessa rede, a Árvore da Vida, como
potências de ligação entre o Eterno e o Temporal.
A Mãe Terra e o Seu Coração de Cristal funcionam como
um osciloscópio, captando a intenção do Pai-Mãe sistémico, o par
Eloham-Elohim.
Essa informação, ao ser captada pela Terra, é combinada com a
própria plástica da matéria terrestre, que, por si só, não detêm os
princípios capazes de a sincronizar com o seu destino último.
A nossa matéria está impregnada de uma força indestrutível,
extremamente poderosa, que imprime, na inteligência da matéria,
um estado de vocação implacável para chegar ao seu destino –
kundalini, antecâmara da radiação Lux Aeterna, branco-cristal da
Mãe Divina.
Nesse sentido Kundalini pode ser entendido como uma concentração
parcial do próprio fogo do Mãe-Pai dentro e mesmo
abaixo da matéria.
A ligação entre o Céu e a Terra implica comportas dimensionais
imensas, comportas que têm estado fechadas porque, até aos
nossos tempos, não existia na Terra uma civilização magnética o
suficiente para a sua abertura. A civilização humana opera fundamentalmente
através de ideias. O mundo das ideias não é um
vaso suficiente para a abertura destas comportas.
As etapas do despertar da substância implicam o pulsar cíclico
de novas massas de informação criadora, que, via galáctica,
penetram no Coração Cristalino da Terra, sendo reenviadas até à
ionosfera num circuito que, incluindo a história humana e os seus
problemas específicos, os transcende.
Este é um ponto fundamental.
A informação divina, de regénese, (chaves que, por flashes
lu minosos, ensinam aos metabolismos humanos algo que eles
dialecticamente nunca poderiam aprender) o verbo criador, desce
sobre o modo como a substância se compreende a si própria em
ciclos precisos.
O Divino sobrepõe-se aos hábitos da natureza e aí acrescenta
informação revelada, de maneira que substâncias desconhecidas
podem nascer subitamente, sem nenhuma explicação
retrospectiva, levando mesmo à cura do corpo emocional, dos
sentimentos e da mente sem que se possa detectar um processo
progressivo, uma sequência psicologicamente lógica.
A sintonia axial, regular, insígne, entre o Céu e a Terra, a cura
dos nossos corpos, não se faz apenas por um descenso directo
sobre o centro da coroa, mas por uma combinação entre a
informação-luz que vem de fora do sistema planetário, através da
atmosfera, encaminhada por condutos angélicos apropriados para
cada ser, e a informação-luz que vem da mesma fonte galáctica
que, antes de chegar ao Homem, penetra no Coração de Cristal da
Terra e é irradiado para a superfície.
Não só a consciência é iluminada pelo Divino, a substância
mesma é iluminada pelo Divino.
Por mais que a Natureza aprenda, percebe-se que ainda não
chegou ao seu objectivo. Esta entidade intermédia procura com
todo o seu impulso as fontes de informação ex-machina que a
podem iluminar, expandir e actualizar.
O Homem tem uma vocação de continuidade. Porém muitas
pessoas de idade avançada têm a sensação que as suas vidas
ficaram, de alguma maneira, inacabadas. Como se sentissem que
o tempo que lhes foi dado viver não basta para realizar, na
totalidade, a visão de que são portadoras. Dentro da genética
humana ancestral podemos dizer que existe um descompasso
entre a visão que um ser humano tem do que pode dar ao planeta
e as possibilidades do seu suporte biológico.
Assim, o crescimento permitido pelas revelações, pela
expansão de consciência, aquilo a que o Novo Testamento define
como “Vida mais abundante”, não se faz apenas por uma descida
do Alto, mas por uma combinação entre essa emissão supramental
e uma emissão complementar que vem do centro da galáxia
directa-mente dirigida aos modos de operação da matéria.
Esta informação, em vez de seguir somente a via da Árvore da
Vida e atingir a humanidade através do chakra da coroa, segue um
conduto paralelo e inspira o Coração de Cristal da Terra, onde é
transformada em impulsos vibracionais, capazes de reestruturar a
substância de uma forma que ela, como se disse, não conseguiria
fazer por si só.
O Coração de Cristal é o controlador central de toda a substância
planetária – é o êmbolo e o cadinho onde se faz a calibragem criativa
dos processos associativos de formação de substâncias, cujo mapa
popular pode ser encontrado na conhecida Tabela Periódica dos
elementos.
Comparável ao processador de um computador, a velocidade
de processamento do Coração da Terra muda de ciclo para ciclo,
de idade planetária em idade planetária.
O processamento é exactamente a velocidade, a qualidade e
a definição com que a informação-luz galáctica vinda do Circuito
da Mãe, entrando no Coração da Terra, é transformada em
impulsos até à superfície do planeta, influenciando, no seu
caminho todas as espécies vivas.
Essas ondas de Poder, Amor e Luz, quando são incorporadas
pelo Coração de Cristal, transformam-se em campos que deslizam
no espaço tridimensional por ondas – ressoadores – que atingem
profundamente o âmago (átomos e o seu processo associativo
emergente) da massa da Terra.
O nosso corpo, como todo o Universo, tem carbono, oxigénio,
hidrogénio e azoto. Estes três últimos têm grandes propriedades
explosivas. Somos uma espécie de explosão física mantida sob
controle. Somos elementos básicos combinados de tal maneira que
o nosso corpo parece ser uma explosão retardada, uma explosão
em tempo lento.
Quando a informação galáctica, do Pai (seminal), atinge o
Coração Terrestre (um óvulo de cristal), o poliedro de geometria
sagrada no Coração da Terra dispara pulsações para toda a
atmosfera começando pelo inorgânico e avançando até às
geometrias de luz no córtex dos seres humanos.
A isto chamamos Kundalini e Luz Planetária Imanente: a soma,
sob a forma de um fogo sagrado, de toda a pré-disposição activa,
tornada dinâmica, da biomassa e do corpo biológico da Terra, de
responder aos mais altos chamados e impulsos.
É um poder ígneo-nuclear que não pode, uma vez posto em
movimento, ser negado.
A Kundalini da Terra, regulada por certas ordens de seres uni -
ficados num centro secreto na América do Sul, a norte da chamada
Terra Do Fogo, tem os seus guerreiros e guardiões, ordens
alquímicas que vigiam a passagem, o contacto, o entendimento
humano em relação a essas forças. Como exemplo, pode referir-se
a inspiração genial de cientistas, artistas e inventores sociais na
altura das suas maiores concretizações, em que contactaram,
ainda que brevemente, a energia Kundalini combinada com a
inteligência da Lux Aeterna.
Esse despertar progressivo da Kundalini terrestre, combinado
com a Luz Eterna da Mãe, levará todo o planeta a uma condição de
cristal antes que ele ascenda à 7ª dimensão, onde se transfigura
em supermatéria, estruturas cristalinas sublimes, sendo retirado
definitivamente do contínuo espaço-temporal do Universo Criado
– um planeta eternizado.
Actualmente está a ser preparada a transição da Terra da
ter ceira para a quarta dimensão e a transição da consciência
superior humana (os Eus Superiores), da terceira para a
quinta/sexta dimensão.
Um planeta recebe portanto informação sideral que segue
dois circuitos:
1) o circuito do Pai, que estimula as Mónadas, o Eu Superior,
o corpo de luz, o nível intuitivo e o Coração;
2) o circuito da Mãe, que atinge o Coração da Terra e que cria
uma percussão cíclica sobre o ressoador central, alterando
a interacção subliminar dos átomos com o continuo espaço-
-temporal, elevando a substância a um padrão cristalino.
O ser humano tem etapas de crescimento definidas e ciclos
muito precisos de emissão de insulina, de corticóides, de
estrogénios, de testosterona, etc... um relógio biológico-glândular
exacto: a fusão de químicos específicos determina resultados
específicos também. Exactamente da mesma maneira, a Terra biogeo-
física foi um bebé que se tornou criança e adolescente... um dia
será adulta.
Quem regula os ciclos da informação galáctica que deve
circular no âmago da matéria é o Coração de Cristal da Mãe, por
isso é chamada “Rainha do Mundo”: simbolicamente o bastão da
Kunda-lini planetária está na Sua mão.
Se o bastão do fogo safira – Sírius – está na mão do Senhor do
Mun do, o bastão vermelho-rubi está na mão da Mãe do Mundo.
É ela quem guarda os ciclos através dos quais nova informação
cósmica final pode ser metabolizada pelas inúmeras malhas que
representam os sustentadores das associações qualitativas a que
nós chamamos Natureza.
Andre Louro de Almeida

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André Louro de Almeida ...Os nossos corpos são constituídos essencialmente por substância vibrante, são matéria que vibra e eles não têm como se afinar por si, eles não têm aquilo que, esotericamente, se chama “princípio”, eles são o caudal mas não são a Fonte. Donde que, a passagem de um estado automático de existência para um estado desperto, implica que um ser encontre dentro de si o seu próprio diapasão, o seu próprio tom.Existe um caminho em quatro etapas para encontrar esse som, porque curar e ser são a mesma coisa, soar e ser é a mesma coisa, soar e curar é a mesma coisa e um dos trabalhos fundamentais hoje é a pessoa observar-se, invocar-se, recriar-se como um sino de cristal para o seu próprio som.Para que um ser tenha uma vida mântrica, o ternário inferior precisa de se calar. O nível humano do teu próprio ser precisa de treinar o silêncio. Só quando o silêncio acontece no físico, na mente e no mundo emocional é que o 4º plano soa. Só que a afinação para o silêncio, um conjunto de hábitos em torno do silêncio começa sempre num pequenino ponto de luz no centro da mente. Depois da mente estar inundada de silêncio, e o emocional responder com o mesmo ponto irradiando silêncio, a luz do espírito envia mais uma sonda até ao etérico, e esse ponto no etérico gera a cura do sistema nervoso em profundidade.Para que um ser aceite a disciplina sagrada do silêncio, ele necessita ter amor ao verdadeiro som e uma consciência matemática, lúcida, clara, de que o ternário inferior não é nada, não sabe nada, não vai para lado nenhum.Este ternário inferior (físico, emocional e mental) são 3 anjos cegos mas quando chega o toque do mantra que vem de dentro de ti, e se este ternário inferior se deixa banhar pelo silêncio, então o mantra da tua alma soa.Nós necessitamos de aspirar à luz da mente, necessitamos de focalizar uma purificação mental, cuidar que esta mente não seja um museu de coisas arcaicas e o que ainda é mais perigoso, de artefactos mentais de vanguarda, que são belos, úteis, dinâmicos, penetrantes, expansivos mas não são matéria dos 4º e 5º planos.Este Homem altamente subtil, sofisticado, mental que colhe, por assim dizer, o fruto esotérico dos últimos milénios ainda não atravessou a porta do silêncio. Este homem e esta mulher do novo milénio têm de aprender a atrair para si matéria do 4º plano, que é uma radiação doce, altamente energética, viva, que se traduz, no plano mental, por silêncio.Enquanto nós não sentirmos que esta mente tem de ser entregue aos pés do rei interno, nós temos este imenso portal em ogiva azul cobalto que nos liga com esferas sagradas da Terra, esferas essas que na Idade Média, no centro da Europa, eram simbolizadas pelo unicórnio, pelo cisne, pela harpa, pela união em torno do cálice.Estes símbolos de Lis correspondem a uma vibração que os nossos corpos querem aprender e a passagem entre a esfera do querer e a esfera do ser é através de uma membrana que transforma a matéria mental em silêncio.É por amor que a mente muda de substância, nem sequer é necessário arrumar as ideias melhor ou pior, excepto se o indivíduo está de tal forma confuso, obscurecido, que ele precisa recapitular a luz da mente, mas se o indivíduo já passou as pestanas por essa luz mental, é o momento em que ele precisa de entregar a mente à transubstanciação.Qual mente?Trata-se de substituir um elemental da mente por um deva de um plano intuitivo. Fazer encarnar nesta mente uma substância superior. E isto é algo que se vê, que se compreende e se eu vejo e compreendo, eu sou um candidato à transubstanciação porque quando esta mente é transubstanciada, quando eu coloco a mente no cálice e o elevo, o som, o código exacto da tua essência, que é tudo o que o mundo precisa de ouvir e é tudo o que o indivíduo precisa de ser, esse código exacto instala-se no Ajna, depois na Laringe, finalmente, no Plexo Solar.A apetência para o silêncio, e o silêncio é Lis... não se trata de arrumar a mente com o melhor ou o pior material porque quer o indivíduo vá para uma coisa como “Conversas com Deus”, quer vá para uma coisa mais refinada como “As Chaves de Enoch” que é o melhor material, esta mente é para mudar de substância, é para sair um líquido e entrar outro. O que significa que, sem qualquer recuo para o plano do obscurantismo medieval, para uma morte da mente, o indivíduo necessita de renunciar à mente porque isso é a chave dos planos luminosos que vêm de dentro: “Espírito de vida banha o meu sangue, espírito de luz banha a minha mente, banha o meu ser, espírito do amor banha a minha sensibilidade, banha as minhas emoções, espírito de vida banha o meu código genético”. Eu não sei que espécie de matéria mental extraordinária é que é necessário para fazer isto!A transubstanciação da mente é um assunto muito delicado porque depende do amor a uma verdade ainda mais profunda do que toda a verdade que até agora foi possível conceber.O indivíduo avança por amor a verdades cada vez mais profundas e a focagem vai-se dando progressivamente, até que, aquilo que ele julgava que era vago se torna definido e ele ama, mas para que o som do ser interno da alma se instale, estes corpos precisam de chegar ao silêncio e quando chegas ao silêncio, finalmente, ouves o som. E este avanço na direcção do silêncio faz-se por acréscimo de lucidez, duma lucidez quebra-gelos que avança no desconhecido.A nossa alma está ansiosa por soar a sua palavra. O som da alma só pode ecoar na caixa acústica da personalidade e esta caixa acústica deverá ter-se transformado, nos próximos tempos, à medida em que tu avanças no teu caminho, nesse sino de cristal de forma que, quando a alma soa, tu libertas ondas cristalinas. Isto é uma coisa da inocência.Nós precisamos encontrar uma elegância para a recepção do som que nós somos. É mais um processo de amor à verdade, amor ao que está além da cortina de ti próprio, de elegância na forma de usar a nossa humanidade. À medida que te firmas magneticamente nessa voz, é uma tomada de posse de camadas de vibração que agem sobre o éter à tua volta e que são a tua verdade, mas tem de haver um desassossego no psíquico, uma busca pela verdade além da cortina.Estas quatro etapas são: comunicação; resposta; reorientação, união. Na união, o teu som, a dimensão viva do ser transpira à superfície da personalidade e fecunda o mundo à nossa volta, mas a primeira fase, que é a fase de estabelecer uma comunicação com a alma é de grande humildade secreta.Como é que se faz a comunicação com o ser interno? Como é que isto se torna vivo, real?O ternário inferior necessita de se ajoelhar perante o quaternário superior. Isto é, os teus níveis: divino, monádico, espiritual e causal. Para este quaternário superior, é real que eles são impotentes na Terra sem o ternário inferior (físico, emocional e mental) mas este nível trino precisa pôr uma impressão doce, persistente, cuidadosa, sistemática, vinda de ti mesmo sobre eles. Esta impressão doce é como carimbar-nos a nós mesmos a partir de dentro.Espírito da luz invade a minha mente.
Espírito da vida banha o meu sangue.
Espírito do amor toma conta do meu cardíaco, do meu plexo solar, do meu astralismo.Estas coisas, neste momento, já devem estar transformadas num murmúrio constante por detrás da consciência e ao mesmo tempo que tu devolves esta imensa solenidade receptiva, devolves um sentido de humor radical para com a própria personalidade.Actualmente as pessoas ficam muito solenes acerca de si próprias e desenvolvem um sentido de humor para com os Irmãos do espaço como se eles estivessem connosco ao pequeno-almoço. É exactamente o contrário. Para com Eles e para com as radiações que vêm dos mundos superiores eu posso permanecer um adolescente e assimilá-las como algo a que eu tenho direito, mas isso não me dá acesso aos níveis superiores. A atitude de sentir os Irmãos como iguais a nós está profundamente certo e profundamente errado e neste paradoxo a pessoa tem de se saber movimentar.Para que um indivíduo se liberte do controle da mente superior, ele necessita de uma solenidade profunda para cima e na vertical e um sentido de humor quase junguiano para com a minha própria personalidade.Então o que significa o som de um ser? Significa que uma vibração torna à mente e transmuta a matéria mental mas para eu receber essa vibração eu necessito cultivar silêncio e se o indivíduo está todo viciado no ruído planetário, vai doer! O silêncio dói porque ele é como álcool na ferida da personalidade.Uma das invenções culturais mais interessantes de Lúcifer é que, quando tu és verdadeiro, não sobrevives, e depois, Jesus também não ajudou muito, porque foi verdadeiro e pregaram-no numa cruz e depois, as pessoas desconfiam do acto simples de ser ele mesmo, de ser o seu próprio silêncio, a sua própria vibração.Nós construímos, além da máscara necessária (persona), uma série delas para que o mundo não se aperceba da nossa própria verdade interna que é uma frequência, é um estado vibratório – é o fio da espada.O silêncio tem a característica macia de ser um regenerador da psique, do sistema nervoso, mas tem a característica acutilante de “partir” a mente em duas, de dissociar a tendência conflictiva da mente.Primeiro, a mente é transmutada, isto é, as cargas mais densas vão sendo levadas pelos anjos e fica só a vibração mais subtil e, um dia, transubstancializa. Eles levam a tua mente embora mas fica lá um espaço vazio para receber aquilo a que Saruma, o grande iniciado do centro da Argentina, chama “a mente cósmica” que é o encarnar do intuitivo e do corpo espiritual no cérebro.A mente cósmica é quando a tua matéria mental, primeiro transmutada, depois transubstancializada perde história planetária, perde o prana de que ela é constituída.O problema de a pessoa aceitar a transmutação mental, sabem, Gandhi no fim da vida já não tinha absolutamente nada, tinha só quatro coisas: a túnica, o cajado, os óculos e uma caneta. Essa caneta indica que o processo de transmutação da mente ainda não tinha acontecido totalmente – era o intelectual ainda encarnado. Para que a túnica, o cajado e os óculos se vão embora, primeiro tem que ir a caneta.O problema da transmutação mental é que tu ficas frente a frente com a tua divindade, não no seu sentido puro (que é a mónada) mas frente com a radiação directa da tua divindade e o problema disto é que, se o Cristo aparece, o anticristo também. Ninguém contacta com um sem contactar com o outro também. Isto é a sombra da mónada.Enquanto nós temos uma série de cortinas, estamos serenos no nosso processo, mas quando se perde a transubstanciação da mente, o impacto da radiação é cada vez mais forte e tu começas a ter que enfrentar o problema da grandiosidade.É que, da mente para cima nós somos cada vez mais vastos, mais majestáticos e os nossos núcleos internos navegam em oceanos de poder, inteligência e amor indescritíveis; o que nos protege disso é a nossa mente e, em termos subliminares, nós temos medo de ir para além da mente porque assim que tu vais para além da mente, a energia crística é tão directa, que a anticrística é contactada pela primeira vez. Isto é, ao mesmo tempo que fazes contacto com o Sol fazes contacto com o dragão e é por isso que todos recuamos para a conchinha da mente.Como é que isto se passa exactamente? É que, imediatamente antes da união com a energia crística que está no 5º nível, ela é guardada por uma sombra que a tradição esotérica chama “guardião de umbral” ou dragão e essa sombra está na 4ª dimensão negativa, isto é, acima da mente mas na sombra dessa dimensão e é a última prova antes que um ser possa ser completamente doado ao serviço planetário.Essa sombra (guardião de umbral) reúne, primeiro, todas as forças involutivas que o indivíduo contactou ao longo da sua trajectória, que o indivíduo dinamizou, todas as energias densas que ainda fazem parte do elemental físico, emocional, mental. Essa entidade que está guardada no umbral antes da vibração directa da energia crística, e que é a entidade, em todos nós, que está a fazer a matriz cristóide (que é um projecto do governo secreto mas, para funcionar connosco, nós temos que ter a matriz cristóide em nós também) essa energia contrária não vai ser transmutada pelo indivíduo, tu entras em contacto com uma dimensão de acumulação das forças involutivas ao longo das encarnações.Aquilo está ali como uma força no final do contacto com a energia crística. Tu sais do plano mental e há uma invasão de grandiosidade, de poder, inteligência e luz, tu entras num estado de exaltação porque estás a ser directamente impactado pela energia da mónada através dos éteres superiores. Essa força anticrística vai usar a ressonância desse poder descendente no plexo solar (toda a luz e até mesmo o amor) e vai tentar fazer uma ligeira rotação para fora do centro e, JÁ ESTÁ, já não é energia crística.No entanto, não há caminho de retorno, nós temos mesmo que entregar a mente à transubstanciação e, depois, à medida que essas energias cada vez mais potentes vão entrando no teu sistema, o indivíduo deverá aprender a se manter completamente alinhado, quieto, centrado, sabendo que ele é um mediador do Cristo, do amor, da inteligência superior, mas ele em si mesmo, enquanto princípio evolutivo, não é nada.O princípio evolutivo não é poder identificar-se com o princípio descendente, excepto quando o Cristo se instala completamente no ser – 5ª iniciação. O princípio evolutivo é a consciência, mais o ego, mais a personalidade, mais o plexo solar, é toda a tua história consciencial, isso não pode saltar para uma identificação directa com o princípio descendente. Se há uma identificação directa, o anticristo pode-se instalar. Nós necessitamos de aprender a mediar a mónada, a representá-la, a ser seus embaixadores, a irradiá-la.Com a aproximação do corpo de luz de Sananda o nível causal e espiritual da humanidade inteira está a começar a incandescer. Estas identidades galácticas que são projecções holográficas dos criadores paradisíacos, têm campos tão belos e tão poderosos, que, à medida que se aproximam do planeta e interceptam a humanidade inteira, o intuitivo e o espiritual começam a aumentar o seu magnetismo, o que significa que não há nenhuma comparação entre o estado actual dos seres humanos e o potencial dos seres humanos há 100 anos atrás.O poder seminal dos comandos estelares sobre os níveis superiores da nossa consciência é tão definitivo hoje, que a dificuldade está em continuar a ignorar isso. Quando o indivíduo vê essa vibração supramental, quando ele acende, quando ela o inspira, então já pode pedir a transmutação da mente, ele pode pedir que as suas intensidades mentais sejam atenuadas em nome do Amor, desde que a sua consciência esteja ancorada para este nível superior.Nós não pedimos transmutação da mente, nós não pedimos transmutação do emocional e muito menos do físico, nós ancoramos a consciência no nível superior e, neste nível tens este varrimento de Shamballa produzindo uma iluminação sobre nós.Existe uma espiritualidade de cima e existe uma espiritualidade de baixo. A espiritualidade de cima tem a ver com todos os ideais que nos foram transmitidos na infância pelos nossos pais, pela religião oficial, etc.. Esses ideais criam uma espécie de padrão tão poderoso que o adulto é magnetizado nesse modelo.A espiritualidade de cima consiste em receber um arquétipo dos planos superiores que se imprime em nós e nós aspiramos a ser aquilo que nos é enviado de cima.A espiritualidade de baixo é quando nós descobrimos que não conseguimos viver ao nível daquele arquétipo.Pelos nossos esforços, pela nossa capacidade e alinhamento, com a nossa disciplina ou sem ela, nós não conseguimos afinar com aquele modelo e é assim que nós atingimos a cura.A espiritualidade de baixo começa no dia em que tu sentes que não consegues chegar lá. É no momento em que um ser não consegue avançar mais com as suas próprias forças, quando ele está vencido pelas sombras, que o divino pode entrar em cena.Se toda a espiritualidade fosse uma espiritualidade de cima, nós recebíamos o modelo na infância e na adolescência e fazíamos um esforço hercúleo contra o instinto e outros factores até “arranhar” o modelo. Isto não existe. O que existe é o modelo e a espiritualidade de cima e ao mesmo tempo a espiritualidade de baixo que é: o divino lançando contra ti todas as sombras. Buda teve bem esta experiência.Quando um indivíduo se apercebe que sem Deus ele não chega a Deus, então começa a espiritualidade de baixo – a palavra ocidental é “Graça Divina”.Nós todos começamos o projecto espiritual como uma noção de um “nós mesmos” amplificado em Deus e isso impede o caminho. O divino está constantemente a lançar sombras sobre nós até que o indivíduo se renda ao próprio divino. Quando das profundezas dele, ele chama pelo divino é que uma verdadeira relação com o Pai pode acontecer.Se nós nos habituarmos a entregar à Fonte os obstáculos, seja dor, seja prazer, seja realização, seja frustração, medo, coragem, triunfo ou derrota, sombra ou luz, eu ofereço tudo isto. Não há nada em nós que seja indigno de Deus. À medida que vamos compreendendo que Ele é a aceitação incondicional que todos precisamos para sobreviver psicologicamente, então podemos começar a amar.Quem não aceita um ser que nos ama incondicionalmente? Tudo o que nós não gostamos em nós, o divino ama.Esse Amigo Divino que está ao nosso lado, dia e noite, ao contrário do anjo da guarda, quando ele nos criou criou-te a ti mesmo individuado na eternidade com a vibração que nós temos. Ele tem o poder de transubstancializar, transmutar, fazer desaparecer, como por milagre, aquilo que nós somos resistentes a entregar. É possível acordar liberto, ficar leve de algo que pesa durante décadas de uma noite para o dia. Só que isto implica eu ter uma relação pessoal com o meu duplo na eternidade.Espiritualidade de baixo é quando o indivíduo fica realmente espiritualizado pela impotência que lhe é imposta. Isto implica uma humildade secreta, uma capacidade de aceitação e de não se revoltar ou então de se revoltar, é igual, desde que tenha uma ligação com Deus é igual, só que nós consideramos que fazer ligação com o divino é falar com ele como se ele fosse um amigo... é que ao mesmo tempo que essa Entidade é infinitamente próxima, familiar e tangencial, também é esfíngica, enigmática, misteriosa, daí a necessidade de humildade.Para que a energia central chegue eu tenho que encontrar uma posição de doce aniquilamento, um ângulo, uma flexibilidade para que esse centro chegue e se instale, e como Ele é o Rei, Ele espera com amor, nobreza e, Ele mesmo, com humildade.A rendição sagrada para que Ele se possa instalar é a grande crise iniciática dos nossos tempos.
http://tealotus9.blogspot.com
O blog Engenharia da Ascensão dsiponibiliza boa parte da obra falada e escrita de André Louro.
Sobre André
André nasceu no Funchal em 1964. Desde os 18 anos de idade que detecta dentro de si um impulso definido para comunicar da forma mais abrangente e universal que lhe é possível, as impressões que recebe do seu próprio Núcleo Cósmico.Em 1989 André Louro de Almeida foi contactado por seres do mundo interno na região de Dornes, Portugal. Estes seres instruíram-no sobre a existência de dois centros ocultos em planos paralelos: LYS, em Portugal e ANU TEA na Polinésia e prepararam os seus veículos internos para uma progressiva comunicação pública sobre estes centros, tarefa que André considera ainda não ter começado, no sentido iniciático, apesar das inúmeras referencias em todo o seu trabalho nos últimos 21 anos.
As suas impressões iniciais deram origem aos livros de José Trigueirinho Netto sobre LYS e ANU TEA de 1992 a 1995, após troca de correspondencia e partilha directa entre os dois autores.

Aqui vcs terão a oportunidade de ouvir varias palestras de Andre louro que contem um material bem rico em infirmações e de muita profundidade para seu ser e seu despertar.
http://petalasdeluzblog.blogspot.com/