MENSAGEM DE NOSSA SENHORA À HUMANIDADE NESSA TRANSIÇÃO PARA O TERCEIRO MILÊNIO

14 de jan de 2011


"Glória a Deus nas Alturas e Paz aos homens e mulheres de Boa Vontade!"
As bênçãos do Pai são incomensuráveis! As bênçãos do Pai são milagrosamente multiplicadas ao infinito nas vossas vidas, por todas as formas possíveis e, para Ele, tudo é possível. De forma que nós podemos resumir a vida como uma cachoeira de eternas oportunidades de purificação e de crescimento interior, porque, assim como a cachoeira, onde a água jorra abundantemente, incessantemente, a vida ainda é mais do que ela. É a constância da Misericórdia Divina atingindo todos os seus filhos em todos os momentos das suas vidas, e isso, às vezes, ainda é tão incompreendido, porque nessa abundância de bênçãos, as almas, às vezes, afogam-se e até se afundam de uma forma aparentemente contraditória. Como podem as almas se afundarem na bênção ou se afogarem na misericórdia? Só pode ser para que essa água que os afunda ou os afoga provisoriamente purifique de forma definitiva as suas almas para um renascimento e uma progressiva adaptação a essas crises da evolução, porque para todo salto quântico na trajetória evolutiva de vós, aí, no plano carnal, sempre haverá um turbilhão de misericórdia nesta água, desta fonte que jorra incessante da bondade Divina. É neste turbilhão de águas purificadoras, abençoadas, que a alma compenetra-se da sua necessidade de lutar e de sobreviver a esta aparente intempérie que não passa de uma oportunidade, de uma crise para uma transição de sucesso e de êxito, para as próximas etapas evolutivas que a alma tem ainda que passar. E, cada vez que a alma se debate neste turbilhão da misericórdia, aparentemente se sentindo abandonada pelo Pai e por todos nós, é neste momento que é formidável observar que, os que querem sobreviver, reúnem suas forças mais recônditas e tentam encontrar um porto seguro, algo em que se apegar, o ar para respirar,... para continuar vivendo e crescendo. São náufragos de si mesmos, que se ressuscitam espontaneamente com seu próprio esforço e continuam nas águas da cachoeira miraculosa de bênçãos do Pai. E, no que passa esse turbilhão, essas almas que atravessaram esses momentos se retemperam para a próxima conquista no destino a que essas águas levam, para essa viagem, por este córrego que aí se forma, conduzindo naturalmente o barco que ali atravessa os seus domínios. Quantos barcos estão aí, fazendo as suas viagens, conhecendo a vida, conhecendo os perigos, os desafios, mas também as belezas, as coisas desconhecidas, as maravilhas que a paisagem da vida oferece. Atravessar esse rio da vida, conhecendo a sua dualidade, tanto o risco, o perigo desafiador de cada momento e, ao mesmo tempo, a beleza que o cerca, a natureza, a paz, o ar, a vitalidade, a fonte inexaurível de lenitivos invisíveis que banham estes viajantes. Isso é ainda carnal, é o desafio constante de vencer ou recuar. Ao recuar, apenas chegará novamente na fonte, na cascata. E, recuar é tão antinatural, tanto quanto é impossível alguém nadar contra a correnteza e chegar novamente as origens da fonte. Recuar é quase impossível! O que é possível é acomodar-se nas pedras que ali repousam neste leito. Mas, acomodar-se também tem um preço, o da inércia, como se alguém, que ali, sob o sol escaldante de cada dia, parasse, sem nada mais buscar, sem nada mais pretender e adormecer nesta pedra sem conforto, sem perspectivas. Melhor é lançar o barco novamente ao leito da correnteza, conhecer a profundidade deste rio, a extensão toda deste rio e chegar ainda ao oceano, na sua majestade, na sua grandeza e magnitude que é o que estais a buscar: o horizonte da evolução infinita, das profundezas do conhecimento, da sabedoria, do que é indevassável para aqueles que não se lançam e que não se arrojam a conhecer este mar e as suas riquezas, as suas relíquias, a vida que ali abunda, ainda, sem que compreendais todos os desígnios deste universo particular. E além deste mar, há ainda muito mais: é sair do próprio planeta, do próprio reino das águas. Essas águas simbolizam o mundo das emoções da carne, da busca da espiritualidade, da consciência transcendente do ser humano. Mas, para fora das águas ainda há o além, o acima, o ar, o infinito, o cosmos, tudo ainda por ser devassado, conhecido e concebido como a grande verdade de cada ser criado. A liberdade, enfim, por se ter ultrapassado todas as etapas, todas as barreiras, todos os turbilhões e correntezas, todas as dificuldades! Que alegria, então! Que júbilo da alma que olha para trás, da alma que acredita no amanhã, que acredita que todo esse desafio constante, como eu disse, se processa na própria abundância desta água misericordiosa do Pai. O tempo todo Ele rodeando esta alma, mesmo que ela esteja a afundar-se, a afogar-se. É Ele, é a presença Dele o tempo todo, esta água, desta cachoeira da Vida. Esta água são as oportunidades da vida, na matéria, pedida por esses próprios corações que aí atravessam este caminho evolutivo. Portanto, nós parabenizamos todos aqueles que conseguem vencer o próprio abatimento, a exaustão de tanto lutar nestas águas, quase perder totalmente a força e a vida. Porque, realmente, muitos há que nela se afundam e morrem, mas morrem para a próxima oportunidade. Não morrem para Deus, não morrem para si mesmos. Morrem para o mundo, mas não morrem para a vida, que é sempre e sempre oferecida a todos os que também sucumbiram ali nestas próprias águas de Deus. E Ele mesmo recolhe estas almas, e dessas almas faz seres que ressuscitam também para a próxima jornada que os aguarda. Mas já que aqueles que confiam e continuam, e continuam e se ajoelham e pedem forças constantemente a nós para lograrem seu destino, então estamos nós aqui a encorajar-vos. Vós, que em todos os momentos nos pedem a proteção, o amparo, a explicação, o esclarecimento sobre os porquês desta luta, aparentemente inglória. Todo o pedido é sempre respondido através das nossas providências que nunca tardam, como diz aí, erroneamente um conceito vosso. DEUS nunca tarda! ELE sempre age na hora certa! Mudemos mais uma dessas mensagens que vigoram aí, por essa terra afora: - Deus tarda, mas não falha! DEUS não falha! Age a todo minuto. Acode na hora certa, mas não tardia. Tardia seria uma imperfeição para o Pai. E, a perfeição é o atributo Divino mais louvável, mais evidente. Portanto, não haja pensamentos do estilo "eu peço mas nunca acontece", "eu peço, mas estou cansada" ou "eu estou cansado de esperar". Como poderia o Pai lançar-vos desta cachoeira diretamente ao mar, assim, num sopro? Seria uma violência do Pai para com seu filho, para com a sua filha. O Pai é bondade, o Pai é perfeição, é misericórdia, é zelo. Ele prefere que este viajante da evolução na Terra tenha a oportunidade, como todos, de passar por todo o trajeto, conhecer tudo. Tirar essa oportunidade dessa vivência e desta convivência com todos os fatos e acontecimentos que esta trajetória proporciona e propicia seria como lançar-vos de um degrau debaixo até o último de cima! Seria uma anomalia do vosso corpo em querer esticar tanto as pernas. DEUS é misericórdia! Ele permite que as coisas se processem devagar, para que essas almas, os seus filhos, quando cheguem a esse rio largo e profundo se sintam vitoriosos por terem conseguido por si mesmos atravessar esta jornada. E não, ao contrário, serem lançados a ele, arrojados por mãos invisíveis de um canto ao outro deste rio e dele ao mar. Quão glorioso é poder chegar até ele remando e não sendo atirado a ele! Que vossas almas sejam lúcidas para perceber que Deus não esta falhando nas vossas vidas! A todos quantos me ouçam ou me leiam: "Deus não está falhando em vossas vidas!" Ele está enlaçando-vos constantemente como este leito do rio. Navegais em Deus o tempo todo! E se vos afundais nele, neste rio ou neste mar, como eu disse: isto também é afundar em Deus. Não existe trapaça divina. Não existe injustiça, não existe atraso nas providências para todas as vidas de todos os filhos que caminham na Terra. Tudo está absolutamente dentro da ordem divina. Nada é o caos. É apenas o turbilhão. O turbilhão que leva as almas a lutarem para sobreviverem, para progredirem e para serem vitoriosas e chegarem ao seu destino. A Terra é o turbilhão, hoje, dos vossos espíritos. Se formos assim nos expressar dentro de um contexto mais geral, mais cósmico, a correnteza, a cachoeira não é mais a Terra, a vida na Terra, mas a vida no Universo. A passagem pela Terra é este turbilhão, onde tudo parece contrário aos atributos de bondade do Pai. Então, as vossas almas se assustam com o que vêem, com o que lêem, com o que escutam, com o que a todo momento assistem nas ruas, nos lares, nas instituições, nos povos, nos grupos políticos, administrativos, nas cortes do poder da Terra. Não vos assusteis, queridos filhos! É apenas o turbilhão provisório da cachoeira da misericórdia. Não vos impressioneis se verdes alguns se afundando neste turbilhão, pedindo socorro, clamando, chorando, filhos e mães se distanciando, pais e filhos vendo uns se perdendo dos outros. Uns vivem, outros afundam, uns se machucam, outros são surrupiados pelos vendavais, pelos animais, pelas intempéries, pelas pedras, por tudo quanto há de perigo nesta selva onde corre esta cachoeira que é a Terra. Aparentemente é o caos, é a impiedade, é a crueldade divina. Não vos assusteis, porém, com o que ocorre na Terra! Podeis, até mesmo, para a finalidade de robustecer o vosso espírito frágil, dolorido, não perceber tanto as misérias e as mazelas humanas. Podeis vos tornar um pouco indiferentes até, com relação a todo este clamor que vedes nos meios de comunicação, para que possais atravessar este turbilhão de forma vitoriosa para vós, que também tendes o vosso êxito a ser conseguido, a ser conquistado. Se muitos ainda precisam afundar neste turbilhão, eles terão a sua próxima vez! Mas, se a vossa alma sente que mesmo em meio a toda esta aparente tragédia planetária, ou até podemos dizer, esta sábia tragédia planetária, se vós ainda sabeis que tendes força suficiente para sobreviver e para continuar e para alcançar a vossa destinação, não vos impressioneis ficando desolados ao lado desses que afundam, sem poderdes nada fazer por tantos milhares de companheiros navegando ali, por este rio. Confiai na Providência Divina sobre todos eles! Lembrai-vos que este turbilhão é amoroso! Este sangue que vedes jorrando na vida da Terra um dia o vereis se transformando em pombas brancas que representam a liberdade do ser. É difícil para muitos compreender esta verdade: que todo mal é um bem! Mas, enquanto este entendimento não vos brota na alma, vós, seres viajantes da Terra, confiai nas minhas palavras! De que um dia entendereis! E que, tudo, todo esse eclipse, essa escuridão da Terra, a eclipse dos valores humanos, da bondade, da solidariedade, da fraternidade... tudo vai passar! Exatamente como o eclipse, algo barra o sol e ele não aparece na sua plenitude, na sua força, na sua majestade, no seu brilho, no seu calor. Mas logo mais, aquele planeta, aquela lua que o ofusca se afasta e volta o Rei do Cosmos a inundar a Terra de vida, de luz. Assim é este turbilhão dos valores humanos. Todos os que morrem, que sucumbem não estão perdidos, não estão esquecidos pela Misericórdia Divina. Estão assim, aí lutando neste turbilhão sem saberem quem são, se têm que viver ou não viver, lutar ou não lutar. Para que lutar, para que acertar, para que amar, se não conhecem o destino dos seres viventes da Terra, não conhecem seus destinos, não conhecem o amanhã, o porquê de estarem neste turbilhão: é dessa inconsciência que nasce o mal e toda a entrega a todos os vícios, a todos os defeitos e a todas as crises conceituais das almas encarnadas. Porque elas não têm entendimento, não têm consciência do que as aguarda, do que é a vida, de que estão nesta correnteza, e que estão sendo levados para o oceano, para o além, para o Cosmos, para a vida abundante, para liberdade e para o vôo sagrado da essência primária criada por Deus e que é cada um de vós. A Consciência é ainda a grande lacuna da Terra! Porque, quando todos souberem o que está acontecendo, todos, magros ou gordos, feios ou bonitos, pequenos ou grandes, amarelos ou vermelhos ou negros se darão as mãos para vencer o turbilhão juntos e sobreviverem. Os barcos se amparando, se encontrando, remando juntos, enfrentando as adversidades dessa travessia. Certamente vencerão este desafio da vida carnal na Terra e chegarão como todos chegaram. Todos chegam ao seu grande destino, dependendo da sua vontade, da sua pressa, da sua determinação em vencer mais ou menos rapidamente. Essa é a diferença entre os seres humanos: há milhares de graus evolutivos e degraus de diversidade de valores e virtudes dependendo do avanço da alma ou do seu recuo em algumas vidas. Mas, todos caminhando, andando, viajando, nadando, remando ou até afundando, mas novamente voltando e continuando. Esta é a meta sagrada. Este é o sentido de lutar na vida da Terra. Já que não podemos falar ainda sobre o sentido da vida criada por Deus, dos seres criados por Deus no Universo, pelo menos vós, neste planeta, tendes que ter a consciência de que o sentido desta vida ou destas vidas que vindes tendo aqui neste planeta é o de conseguirdes vencer todos os desafios destes labirintos pelos quais todos os seres humanos atravessam. Este é o sentido! Lutar, sobreviver e vencer para galgar outros páramos de aprendizado. Páramos celestiais, onde não existem mais desafios, exatamente na acepção do termo, mas sim trabalho. Ação contínua na Criação do Universo ao lado do Pai. Novos entretenimentos, novas belezas, novas maravilhas! As criaturas sendo coadjuvantes da Criação Divina! É um desafio, talvez, sim! É o desafio de construir algo belo no Cosmos, um novo sol, uma nova órbita, um novo planeta, uma nova espécie de vida. Ah...! Não vos enganeis mais, a paz ainda vais viver! A alegria verdadeira do espírito livre ainda vais viver! E ajudareis o Pai a criar, a enfeitar, a colorir os céus. Quanta benção vos aguarda! Compartilhar da vida cósmica, sendo a população de anjos do Universo. Porque vos preocupardes com um simples turbilhão provisório quando há todo um manancial de vida pela frente, de proezas inconcebíveis do espírito liberto que cria com amor, com a sua evolução, com a sua mente, com a sua sensibilidade apurada, todas as paisagens que ele queira habitar, os castelos em que queira viver, o brilho dos lagos em que queira se olhar! Ou ter as conversas, os cursos, os diálogos com seres engenheiros, técnicos, Mestres do universo, em todas as áreas do conhecimento que conheceis e muitas, muitas mais. O Pai tem a Vida a vos oferecer! Como tenho ouvido de alguns aqui na Terra, às vezes, pronunciarem "por que pedis a cura de uma doença quando tendes a Vida pela frente, quando tendes a liberdade pela frente, a saúde eterna, a benção eterna, o regozijo eterno?" Viver na Terra, neste turbilhão, é como uma perna quebrada de vossa alma, aí transitando. Ou um tumor com a cara feia, um câncer. É horrível para quem o vê assim, como uma destruição do corpo. Mas, olhando de cima, este feio tumor, passai a vê-lo como uma simples poeira por cima de uma mesa muito comprida, brilhante no universo. Aquele tumor se torna insignificante porque se ele destroi o corpo, ele não destruiu a alma. Possivelmente, se bem aproveitado, ele se torna um alimento nutritivo para essa alma que desfrutou deste fato, de ter sido acometido desta doença. Se ele é fruto da invigilância mental, da tristeza, da angústia, do ódio, da raiva, do medo, da insegurança, de todas as emoções humanas, (pois isso é a doença no plano carnal: o resultado das ações do passado ou presente), digo-vos Eu a todos vós: Ele está dentro de vós! Quem quer de vós que esteja me escutando, me lendo ou me ouvindo, abençoado seja se ele se tornar um fruto para vossa alma, que possa vos saciar. Um fruto que vos alimenta, vos nutre e vos ensina a ter o entendimento das coisas que não eram entendidas antes. Até mesmo para esse tumor vossas almas podem começar a agradecer. Obrigado, meu Coração, pelos avisos que você vem me dando na minha jornada na Terra, pelos alertas, pelas emoções, pelos sinais de cuidado: cuidado com a tristeza! cuidado com a angústia! cuidado com os pensamentos! cuidado com os hábitos de vida! Obrigado, amigo câncer, amiga AIDS, amiga lepra, tuberculose. Obrigado, dor, porque eu não estava vendo e agora, através de você, eu vou enxergar onde está o meu erro, onde está o meu medo, onde está a minha lacuna, onde é que está amarrado o meu espírito. E se ele vos vence, Filhos Meus, e perdeis a vida; não perdestes a Vida por causa dele, ou dela, da doença. Perdestes apenas o corpo que é a escola que tivestes durante vários anos ao vosso dispor e muitas vezes não sabendo aproveitar os ensinamentos e as oportunidades que essa escola vinha trazendo. . Era um corpo valioso, era um templo onde poderias estar, ali, orando, aprendendo, meditando. Uma escola ou um hospital para as vossas enfermidades morais, espirituais, emocionais. Muitas vezes não aproveitais, exatamente bem, esta relíquia que é este corpo, esta vida, e a doença vem vos mostrar "eu estou aqui" "a escola inteirinha para te servir." E, falando para alma que o habita: "eu estive aqui o tempo todo; a tua escola, o teu mestre, o teu médico, o hospital inteiro à tua disposição. E tu não me viste, não me entendeste no meu papel de corpo na tua vida de espírito." Aí, então, ele morre, sucumbe, desencarna. Mas, o teu espírito, ele é eterno, e ele terá outros templos sagrados para aprender sobre Deus, sobre a vida. Outros hospitais, outros corpos para o albergarem, darem a ele, este ser divino filho de Deus, a oportunidade de que ele ainda precisa. Então, não enxergueis o mal, a doença, a dor, o sofrimento, assim, de uma forma tão calamitosa. Tudo o que ocorre no mundo é para o despertar das criaturas humanas. Até mesmos as tragédias, os homicídios, os assassinatos, os suicídios, as violências, os estupros. Todos são remanescentes ainda dos tempos primeiros da Terra. Os seres ainda endividados entre si mesmos, numa cobrança infindável de um com o outro, persistem em tirarem a vida, ferirem por vingança, por ódio, por não perdoarem as faltas cometidas contra eles e assim, essa bola de neve cresce, a da vingança. Mas, também porque não há consciência na Terra sobre esta cachoeira que corre abundante e conduz ao mar, isto é, à Vida Verdadeira. Mas, terão eles todos, os estuprados, os feridos, os humilhados, os atraiçoados, os violentados, os assassinados, os suicidas, os infantes que perderam a vida pelas loucuras de seres brutais, ainda, da Terra, todos, brutos e não brutos, vitimas ou atacantes, os instrumentos do mal, todos terão a consciência, todos estão no turbilhão, todos terão que voltar a estas águas e pegar os seus barcos, e remar em direção ao mar e ao além. Então, porque sofrer tanto pela humanidade? Por que desistir muitas vezes, muitos de vós, da alegria da vida que desfrutais, do templo do vosso corpo vos albergando a alma? É o presente mais rico que Deus poderia dar a cada um de vós: perpetuar em vós a própria Vida! Se outros estão se matando, preserva a tua. Cuida da tua. Enriqueça a tua. Eleva a tua. A tua vida. O teu templo. O teu hospital. A tua escola. Porque o caminho da evolução é individual em primeiro lugar. Cada qual tem a sua travessia a ser conseguida, conquistada. E, numa segunda instância, também, é uma evolução coletiva, já que todos podem estar numa mesma cachoeira vivenciando as mesmas vicissitudes desta travessia. Porque outros podem estar em outras cachoeiras, outros planetas. Então, evolução coletiva, porque o bem de um também redunda no bem de outrem. Porque se um barco dá a mão para outro barco, remando juntos, como eu vinha dizendo, a evolução coletiva é mais rápida, a travessia é mais segura, é mais irmã, é mais amiga, é mais compartilhada, é mais passível de vitória. Mas, muitos se perdem no turbilhão. Não prego aqui o desamor, a indiferença, no sentido mais indigno da palavra. Mas, uma amiga indiferença, isto é, uma neutralidade necessária algumas vezes para alguns de vós aí da Terra, para poderdes atender ao vosso próprio destino, à vossa própria caminhada, à vossa própria travessia. Vamos substituir o termo indiferença pela idéia de uma confiança absoluta no que está acontecendo e nos desígnios do Pai, e no zelo, e nos cuidados deste Pai que é o próprio habitat divino de toda esta aparente tragédia humana. O próprio Pai também se doa para que tudo isso se processe nas Suas próprias mãos augustas. Como pode Ele perder o controle sobre um planeta que está sobre as Suas mãos? Portanto, esta indiferença a que eu me refiro é no sentido de não vos aterdes demasiadamente na tristeza, na angústia, na falta de entusiasmo, no desfalecimento, por conta deste turbilhão da Terra. Ao contrário, estejamos todos em uníssono de corações elevados ao Pai, pedindo que a consciência se faça o mais rápido possível em cada um destes bilhões de seres aqui aglutinados. Peçamos, sim, a consciência de um filho, de uma filha, de uma mãe, de uma esposa, de um companheiro, de um avô, de um parente, de um amigo, de uma amiga, de um espírito renitente que vos persiga. Vamos pedir sim, juntos, consciência, esclarecimento para cada qual. Porque cada qual, tendo a consciência, saberá lutar e remar seu próprio barco. Saberá lutar. Saberá... Porque tendo a consciência, ele saberá que tem que lutar, que tem que viver e sobreviver, e vencer, e saber o destino da vida, e não se perder no mal, na miséria, na anti-fraternidade. Quando ele souber que o amanhã existe, que a vida espiritual existe, que as vidas sucessivas existem e que o espírito transita pelo universo em várias paisagens planetárias, em degraus infinitos, até os planos angelicais, ele saberá, sim, escolher os seus passos, as suas atitudes, os seus pensamentos, as suas ações, os seus projetos de vida. Portanto, oremos pela Consciência! E levemos consciência quem de nós puder. Levando consciência, estaremos contribuindo mais do que o pranto, do que a tristeza, do que a angústia, do que o desestímulo, do que a falta de fé. Levando a consciência estaremos, sim, multiplicando o número destas almas que querem vencer na travessia. O número das pessoas que precisam saber que esta travessia ocorre na Terra e no Universo. Um trabalho de conscientização é uma porta para quantos desejarem e aqueles que tem mais facilidade na palavra escrita ou falada, ou na conexão com os seres e os mestres que querem a conscientização da Terra, estes estão sendo convocados a cada instante. Substituindo a lágrima pelo trabalho. Um trabalho de amor. Um trabalho de instrução à sociedade. É fácil levar o barco quando se tem este privilégio de saber e de poder ainda ajudar o outro com o que ele sabe falar aos quatro cantos. Esclarecer, escrever, pois por ora são estes os meios de comunicação na Terra. Quando os seres se comunicarem telepaticamente não será mais necessário esse empenho da fala, da escrita, da leitura, mas por ora é um grande trabalho que uma alma fervorosa, consciente, pode realizar aqui neste plano carnal, onde quer que esteja. Quer no âmbito familiar, na conversa com um ou com outro, ou se é alguém de poder ou que está nos meios de comunicação, nos meios artísticos, institucionais, políticos, quem quer que seja, onde esteja, se pode usar da palavra para conscientizar ou para clamar movimentos de ajuda, que o faça! Tudo o que se propaga é o que muda a inércia das consciências humanas. O que se propaga. Se o ar não se propagasse, ninguém respiraria. Se ele ficasse ali parado, contido numa região do planeta, a vida se lhe feneceria. Eis um grande convite de todos os mestres da Espiritualidade que, aqui, nesta data, Eu represento, também como resposta a vários pedidos que nos estão sendo feitos: -"Como vencer a dor de ver a desdita da humanidade?" "Como vencer a depressão?" "Como vencer a tristeza?" "Como vencer a inércia dos meus dias?" Faça cada um a sua parte e nós faremos a nossa, e Deus fará a maior parte que ainda é a de nos conduzir a todos. Fora necessário que houvesse essa mensagem de trâmite para outras que se desenrolarão ao longo da nossa convivência porque, em primeiro lugar, as próprias pessoas que servem à Espiritualidade devem também estar conscientes e respaldadas na sua própria segurança interna do que estão a realizar aqui na Terra. Que essas palavras possam ser compreendidas e que o Pai, na Sua grandiosa luz, vos inunde constantemente a alma para poderdes, em cada turbilhão, sobreviver e vencer! Graças a Deus! Mãe Maria.

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